quarta-feira, 5 de setembro de 2018




Conheça os 15 smartphones que mais emitem radiação e proteja seu cérebro

Ares Saturno

Apesar de usarmos nossos smartphones praticamente 24 horas por dia há anos, a ciência ainda não sabe ao certo se a radiação emitida pelos dispositivos pode causar algum prejuízo à saúde humana. Há quem afirme que ficar próximo aos smartphones poderia resultar em câncer, perdas cognitivas devido à degeneração de nervos e neurônios e até mesmo má formação em fetos. Outros, mais céticos, acreditam que
essa preocupação se trata de um exagero, uma vez que o uso dos dispositivos
móveis já é comum em nossa sociedade e nenhuma grande catástrofe ocorreu.
Entretanto, um estudo recentemente publicado no periódico Environmental Health Perspectives concluiu que os celulares liberam energia de radiofrequência e que os tecidos do corpo são capazes de absorver essas ondas de rádio, sim. Entretanto,
por ser uma radiação não-ionizante de energia muito baixa, não é capaz de causar
 danos diretos ao DNA. O perigo, segundo os estudiosos, é outro: a absorção de
radiação pelo corpo causa perda da capacidade de reter memórias.
Segundo o estudo, segurar o celular do lado direito da cabeça durante as chamadas
de voz faz com que as áreas do cérebro relacionadas à memória sejam mais afetadas. Outros usos, como navegar, assistir a vídeos, tirar fotos ou jogar estão liberados:
quase não resultam em exposição cerebral às radiações. Na verdade, só de segurar
o telefone no lado esquerdo da cabeça ou utilizar fones de ouvido para atender às ligações, os danos à memória já são significativamente menores.






O Mi A1, da fabricante chinesa Xiaomi, é apontado como o smartphone que mais emite radiações, com 1,75 W/Kg (Imagem: Divulgação / Xiaomi)

Mas se ainda assim você não quer arriscar seu potencial cerebral, o site Statista, especializado em formular levantamentos estatísticos, compilou um ranking com os aparelhos atuais que mais emitem radiações. Utilizando os dados oficiais do 
Escritório Alemão para a Proteção de Radiação (Bundesamt für Strahlenschutz), ele apontaos 15 modelos de smartphones que mais emitem radiações. Veja a compilação
 completa abaixo:
  • 15º - ZTE AXON 7 mini – 1,29 W/Kg;
  • 14º - Xiaomi Redmi Note 5 – 1,29 W/Kg;
  • 13º - Apple iPhone 8 – 1,32 W/Kg;
  • 12º - OnePlus 6 – 1,33 W/Kg;
  • 11º - Sony Xperia XZ1 Compact – 1,36 W/Kg;
  • 10º - Apple iPhone 7 – 1,38 W/Kg;
  • 9º - Huawei P9 lite – 1,38 W/Kg;
  • 8º - OnePlus 5 – 1,39 W/Kg;
  • 7º - Huawei Nova Plus – 1,41 W/Kg;
  • 6º - Huawei P9 – 1,43 W/Kg;
  • 5º - Huawei GX8 – 1,44 W/Kg;
  • 4º - Huawei P9 Plus – 1,48 W/Kg;
  • 3º - Huawei Mate 9 – 1,64 W/Kg;
  • 2º - One Plus 5T – 1,68 W/Kg; e
  • 1º - Xiaomi Mi A1 – 1,75 W/Kg.
As análises foram feitas durante chamadas de voz com o aparelho sendo segurado próximo à orelha pelos usuários. Foram considerados os modelos lançados até a
data limite de 8 de agosto das seguintes marcas: Apple, Blackberry, Google, HTC, Huawei, LG, Motorola, OnePlus, Samsung, Sony, Xiaomi e ZTE.

domingo, 29 de abril de 2018

Reações Químicas


Uma reação química ocorre quando certas substâncias se transformam em outras. Para que isso possa acontecer, as ligações entre átomos e moléculas devem ser rompidas e devem ser restabelecidas de outra maneira.
Como estas ligações podem ser muito fortes, energia, geralmente na forma de calor, é necessária para iniciar a reação. As novas substâncias possuem propriedades diferentes das substâncias originais (reagentes).
Como a ocorrência de uma reação química é indicada pelo aparecimento de novas substâncias (ou pelo menos uma) diferentes das que existiam antes, quando as substâncias reagem, às vezes ocorrem fatos bastante visíveis que confirmam a ocorrência da reação e dentre eles, podemos destacar: desprendimento de gás e luz, mudança de coloração e cheiro, formação de precipitados, etc...
As reações químicas não ocorrem somente nos laboratórios, mas, em toda a parte e a todo momento. Oxidação e redução são exemplos destes tipos de reações que ocorrem em nosso dia-a-dia.

Equação Química
A equação química é a forma de se descrever uma reação química. Símbolos e números são utilizados para descrever os nomes e as proporções das diferentes substâncias que entram nestas reações. Os reagentes são mostrados no lado esquerdo da equação e os produtos no lado direito. Não é criada e nem destruída matéria em uma reação, os átomos somente são reorganizados de forma diferente, por isso, uma equação química deve ser balanceada: o número de átomos na esquerda precisa ser igual o número de átomos da direita.
Exemplo de uma Equação Química não equlibrada:
H2 + Cl2 = HCl

Exemplo de uma Equação Química equlibrada:
H2 + Cl2 = 2HCl
Oxidação e Redução
Oxidação e redução são exemplos destes tipos de reações que ocorrem em nosso dia-a-dia.
A oxidação pode ocorrer em três circunstâncias: quando se adiciona oxigênio a substância, quando uma substância perde hidrogênio ou quando a substância perde elétrons. Quando o magnésio queima no ar, o metal se transforma em cinza à medida que vai ganhando oxigênio e se torna oxidado. Essa cinza é o óxido de magnésio.
A redução, por sua vez, é o inverso e ocorre também de três maneiras: quando uma substância perde oxigênio, quando ganha hidrogênio ou quando ganha elétrons. Quando o Óxido de Cobre (negro) é colocado em aparelhagem apropriada (câmara) para redução do Óxido de Cobre, o Gás Hidrogênio entra em contato com o Óxido de Cobre super aquecido e como resultado ele perde oxigênio e vai aos poucos tornando-se rosa, pois, está sendo reduzido a Cobre.

Reação Redox
Sabe-se que oxidação e redução ocorrem juntas na mesma reação química. Esse fenômeno recebe o nome de reação redox (ou de oxirredução). Algumas dessas reações são muito úteis para a indústria. O ferro, por exemplo, é extraido pela combinação do minério de ferro com o monóxido de carbono, num alto-forno. Nessa reação, o minério perde oxigênio para formar o ferro e o CO recebe oxigênio para formar o CO2. A ferrugem é um dos resultados de uma reação redox, na qual o ferro se oxida e forma o óxido de ferro (ferrugem), e o oxigênio do ar é reduzido.

SOLUÇÕES
São misturas homogêneas. Os componentes são denominados, solutos e solventes:
SOLUTO
SOLVENTE
SÓLIDO
LÍQUIDO
Se ambos os componentes forem líquidos
em menor quantidade
em maior quantidade
Se um componente for a água
o outro componente
água
A massa da solução é a massa do soluto somada à do solvente:
msç = mst + msv
soluto = st
solvente = sv
solução = sç
CONCENTRAÇÃO DAS SOLUÇÕES
TÍTULO ( T )
como msç > mst ® T < 1
PORCENTAGEM EM MASSA ( P )
como msç > mst ® P < 100%

sexta-feira, 27 de abril de 2018

ALQUIMIA


1.1 O que é Alquimia? 
A palavra alquimia vem do árabe quer dizer (AL-Khemy - A química). Esta ciência começou a se desenvolve por volta do século III a.C. em Alexandria, o centro de convergência da época e de recriação das tradições gregas-pitagóricas, platônicas estóica, egípcias e orientais.
A alquimia deve sua existência à mistura de três correntes: a filosofia grega, o misticismo oriental e a tecnologia egípcia. Obteve grande êxito na metalurgia, na produção de papiros e na aparelhagem de laboratório, mas não conseguiu seu principal objetivo: Pedra Filosofal.

1.2 Alquimia: Ciência ou Seita?

Por causa de sua origem, a alquimia apresentou um caráter místico, pois absorveu as ciências ocultas da Mesopotâmia, Pérsia, Caldéia, Egito e Síria. A arte hermética da alquimia já nasceu em lenda e mistério. Mais de dois mil anos antes do início da nossa era, os babilônios e os egípcios, procuravam obter ouro artificialmente, interessavam-se pela transformação dos metais em ouro. Nessa época, prática da alquimia era realizada sob o mais absoluto dos segredos, pois era considerada uma ciência oculta. Sob a influência das ciências advindas do Oriente Médio, os alquimistas passaram a atribuir propriedades sobrenaturais às plantas, letras, pedras, figuras geométricas e os números que eram usados como amuleto, como o 3, o 4 e o 7.
Os alquimistas usavam fórmulas e recitações mágicas destinadas a invocar deuses e demônios favoráveis as operações químicas. Por isso muitos eram acusados de pacto com demônio, presos, excomungados e queimados vivos pela Inquisição da Igreja Católica. Por uma questão de sobrevivência, os manuscritos alquímicos foram elaborados em formas de poemas alegóricos incompreensíveis aos não iniciados.
Além disso, os alquimistas preparavam o ácido nítrico, a água-régia (mistura de ácido nítrico e clorídrico), nitrato de prata, que produz ulcerações no tecido animal, e a potassa cáustica (hidróxido de potássio), que permitia a fabricação de sabões. O sucesso da alquimia na Europa se deve aos árabes que introduziram idéias místicas acompanhadas por avanços práticos no procedimento químico como a destilação e pela descoberta de novos metais e componentes.

1.3 Finalidades da Alquimia
A partir das oscuras etimologias, o que pode-se ter claramente, através de uma leitura intrincada, enigmática e carregada de símbolos dos escritos alquimistas, é que as finalidades que perseguis a alquimia resume-se em três fundamentos:  
1-     Transformar  os metais chamados inferiores (principalmente o mercúrio e o chumbo) em ouro ou em prata, metais superiores. 
2-     Preparar uma panacéia que cure as enfermidades humanas, conserve e devolva a juventude e prolongue a vida – Medicina Universal ou Elixir da Longa Vida. 
3-     Conseguir a transformação espiritual do alquimista de homem caído em criatura perfeita

1.4 Alquimia Chinesa
            Para os alquimistas chineses, o principal objetivo era atingir a imortalidade. Para eles a não reatividade do ouro era inalterável e, por isso, imortal. Tentavam manufaturar o ouro e esperava-se que dessa forma, poderia ser preparada uma “pílula da imortalidade”.     Acreditava-se também que ingerindo os alimentos em pratos feitos com esse ouro seria possível alcançar a tão sonhada longevidade. Os alquimistas chineses criaram elixires à base de enxofre, arsênico, mercúrio e não obtiveram sucesso em sua busca. Joseph Needham fez uma lista de imperadores cuja morte se pode pensar ter sido causada pelo envenenamento causado pelo consumo desses elixires. Dessa forma, a alquimia chinesa foi perdendo força e acabando desaparecendo com a ascensão do Budismo.



1.5 Curiosidades da Alquimia

De todo esse período em que o homem tem buscado riqueza e longevidade, restaram muitas histórias interessantes, algumas das quais merecem ser ressaltadas:
Ø      Da influência alquímica, terminou se originando a palavra  Laboratório: Labor=Trabalho Oratório = local de orações.
Ø      Em função das condenações proclamadas pela Igreja aos alquimistas, durante a Idade Média, o cheiro de enxofre passou a ser associado ao diabo. 
Ø      Alquimistas faziam suas experiências com enxofre comum, sendo denunciados pelos fortes cheiros emanados de suas casas ou laboratórios, permitindo que fossem facilmente detectados e acusados de bruxaria e pacto com o demônio, pondo fim aos seus  trabalhos.  
Ø      É também digno de registro a criação de Drácula, o vampiro, acusado de obter longevidade às custas do sangue humano. Seu surgimento não passou de uma bem sucedida tentativa para desmoralizar uma ordem mística alquimista, surgida na Idade Média, que trabalhava na obtenção do elixir da longevidade.
Ø      Importante também, é enumerar as muitas descobertas feitas por  alquimistas em seus laboratórios, nas suas tentativas para atingir a Pedra   Filosofal: Água-régia, arsênico, nitrato de prata, acetato de chumbo, bicarbonato de potássios, ácidos sulfúrico, clorídricos, canfórico, benzóico e nítrico, sulfato de sódio e de amônia, fósforo, entre muitas outras coisas que possibilitaram a evolução da humanidade.

1.6 Nicolás Flamel
Talvez, entre os alquimistas mundiais e seguramente entre os franceses, Nicolás Flamel figura como o mais transcendente. Sua história é, simplesmente fabulosa e suas biografias ainda existem em Paris.
Não existe uma confirmação exata, mas parece que Nicolás Flamel nasceu em Poutoise, ao norte de Paris, em torno do ano de 1330. Seus Pais de origem modesta lhe deram os conhecimentos necessários para que se instalara em Paris como escrivão público. Estabeleceu seu escritório em um modesto espaço de madeira nos arredores da igreja St. Jacques la-Boucherie, onde hoje, dizem que está enterrado com sua esposa Perrenelle (atualmente só se conserva a torre da igreja).
Flamel, provavelmente teve em suas mãos escritos alquímicos para copiar, mas nunca havia despertado interesse pela alquimia, até que um dia, segundo deixou escrito, quando estava profundamente adormecido, lhe apareceu um anjo que sustentava na mão um livro antigo. Flamel - disse o anjo - olhe bem este livro. Você não será capaz de entendê-lo; nem você nem ninguém. Mas chegará um dia em que você será capaz de ver algo que ninguém verá.
Com este sonho e a influencia de alguns alquimistas que foi conhecendo ao passo do tempo, praticou e escreveu muitas obras a respeito de alquimia e principalmente relatos a respeitos de sua busca da Pedra Filosofal.
Morreu em 22 de março de 1418 e sua casa foi saqueada por caçadores de tesouros e gente ávida por encontrar a pedra filosofal ou receitas concretas para sua preparação. A lenda conta que em realidade o casal Flamel e Perrenelle não morreu, e que em sua tumba se encontraram suas roupas em lugar de seus corpos. Um autor renomado como Holmyard escreveu que “segundo se dizem, ambos foram vistos com vida e bem de saúde na Índia três séculos depois de serem dados por mortos”.

A alquimia é um mundo mágico e de muitos mistérios como a química e nós devemos desvendar os segredos dessa ciência que estuda as misturas e combinações, enxergando o mundo com outros olhos!



2. QUIMICA
2.1 De onde vem a química?
A resposta é muito simples: da Natureza. De fato, todos o produtos químicos, sejam os chamados naturais ou sintéticos, são produzidos a parti de matérias-primas encontradas na natureza. Até porque, como dizia Lavoisier, na natureza nada se cria, nada se perde; tudo se transforma. A água do mar, o petróleo, o carvão, a pecuária são exemplos das fontes de recursos básicos utilizados na fabricação dos produtos químicos.

CONCLUSÃO
            A alquimia foi muito importante para o desenvolvimento da química atual, da tecnologia, das nossas vidas. A química não é nada mais do que a alquimia em alguns séculos a trás, só que com mais conhecimentos. Esse conhecimento que a química tem é um dos resultados de estudos de grandes alquimistas.

domingo, 17 de abril de 2016

Arqueólogo afirma que esfera de pedra encontrada na Bósnia confirma a ‘existência de uma civilização perdida’

Um arqueólogo afirma que a misteriosa esfera de pedra, encontrada em uma floresta da Bósnia-Herzegovina, poderia confirmar a existência de uma civilização antiga bastante avançada
O Dr. Semir Osmaganich acredita que a última esfera — rica em ferro e uma de muitas outras que ele descobriu na região — é uma prova da existência de uma civilização “perdida”.
Outros são mais céticos e observam que Osmaganich tem um histórico de revelações mirabolantes e infundadas. Ele afirma, por exemplo, que um conjunto de colinas da Bósnia era, na verdade, uma rede de pirâmides antigas.
Esta semana, Osmaganich fez a seguinte declaração em um blog: “O Sul da Europa, os Balcãs e a Bósnia em particular, foram o berço de avançadas civilizações antigas, das quais não temos nenhum registro. E elas tinham uma tecnologia avançada, bem diferente da nossa.”
Osmaganich revelou que muitas das esferas foram destruídas — mas a última, descoberta por ele, é a maior de todas as que já foram encontradas na Europa.
Osmaganich escreveu: “A maioria das esferas foi destruída nos anos 70, depois que surgiram rumores de que havia ouro no interior delas, algumas foram removidas pelos moradores da região e levadas para o quintal de suas casas.”
O material ainda não foi analisado. No entanto, as cores marrom e vermelha da esfera indicam que ela possui uma quantidade muito alta de ferro em sua composição. De modo que sua densidade deve ser bastante alta, similar à do ferro, que é de 7,8 kg/c.c… A rocha deve pesar umas 30 toneladas!
“Isso faz com que a esfera de pedra da Bósnia seja a maior da Europa.”  Fonte: 

domingo, 20 de dezembro de 2015

O uso do carvão como fonte energética pode está chegando ao fim.


Vista da mina britânica de Kellingley, em seu último dia de funcionamento
Vista da mina britânica de Kellingley, em seu último dia de funcionamento

A produção energética mundial pode estar saindo da idade do carvão, devido à menor demanda chinesa e à ascensão de energias renováveis como alternativas a este combustível fóssil altamente poluente, indicou a AIE.
A Agência Internacional de Energia (AIE) avalia em seu relatório anual sobre o setor, publicado nesta sexta-feira, que o planeta consumirá 5,8 bilhões de toneladas de carvão em 2020, 500 milhões de toneladas a menos que em sua avaliação precedente.
O crescimento anual da demanda de carvão, que alcançou uma média de 3,3% entre 2010 e 2013, desacelerará a uma média anual de 0,8% até 2020, afirma o documento, publicado menos de uma semana após o acordo de luta contra as mudanças climáticas selado em Paris por 195 países (COP21).
Além disso, a parte relativa ao carvão na produção de eletricidade diminuirá, passando de 41% a 37% do total.
A tendência já é visível. "Pela primeira vez desde os anos 1990, o crescimento da demanda mundial de carvão se deteve em 2014", constata a agência energética, ao considerar inclusive provável um recuo neste ano.
Para a AIE, duas razões principais explicam esta inflexão: o reforço das políticas ambientalistas, que se reflete em acordos com o da COP21, e sobretudo a reconversão econômica da China, que consome atualmente a metade dos recursos mundiais de carvão.
O gigante asiático, que também registra uma desaceleração de seu crescimento econômico, está desenvolvendo uma economia baseada principalmente nos serviços, em detrimento de uma indústria pesada voraz em matéria de recursos energéticos.
O governo chinês também enfrenta desafios ambientais de grandes proporções e se vê pressionado para buscar alternativas ao carvão, afirmou o diretor-executivo da AIE, Fatih Birol, em uma coletiva de imprensa em Cingapura.
No início do mês, Pequim anunciou um plano de modernização de suas centrais de carvão, que permitirá economizar 100 bilhões de toneladas de combustível e evitar a emissão anual de 180 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2).
A China também desenvolve em ritmo acelerado fontes alternativas de energia, como a hidroeletricidade, a energia solar, a fotovoltaica e a nuclear.
"Dados oficiais provisórios mostram que a demanda chinesa do carvão retrocedeu em 2014 e que esta baixa pode se acelerar em 2015", ressalta a AIE.
O carvão também pesa cada vez menos nos países desenvolvidos da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE), especialmente na Europa e nos Estados Unidos. Isso se deve ao efeito conjugado de instalações que envelhecem, uma frágil demanda elétrica, a instauração de taxas ao carbono e o apoio às energias renováveis, cada vez mais competitivas.
No mês passado, vários países da OCDE decidiram limitar seus apoios financeiros às exportações de centrais de carvão.
Índia, uma exceção
Em outras regiões, a saída do carvão se anuncia como mais difícil.
Isso ocorre, em particular, na Índia e nos países do sudeste asiático (Indonésia, Vietnã, Malásia, etc...), que serão o principal motor do crescimento do consumo de carvão nos próximos anos, segundo a AIE.
As autoridades indianas consideram efetivamente que este combustível é indispensável para sustentar o crescimento industrial do país e garantir o acesso à eletricidade de 240 milhões de habitantes ainda privados.
"A Índia se converterá no segundo consumidor mundial de carvão, à frente de Estados Unidos, e no primeiro importador de carvão térmico", embora este impulso seja insuficiente para contrabalançar a tendência geral, afirma a Agência Internacional de Energia.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Descoberto em Botswana maior diamante do século

O maior diamante descoberto em um século, pesando 1.111 quilates, foi extraído em Botswana


O maior diamante descoberto em um século, pesando 1.111 quilates, foi extraído em Botswana - disse nesta quinta-feira a empresa de mineração Lucara, com sede no Canadá.
A pedra incolor, tão grande quanto uma bola de tênis, "mede 65 mm X 56 mm X 40 mm", informou a empresa Lucana, sediada em Vancouver, na província canadense da Colúmbia Britânica.
Trata-se do "segundo maior diamante descoberto" e do "maior diamante descoberto em mais de um século", segundo um comunicado da empresa.
A pedra "magnífica" foi encontrada na mina de Karowe, no centro-oeste de Botswana, explorada pela companhia canadense.
O maior diamante do mundo é o Cullinan, de 3.106 quilates, encontrado na África do Sul em 1905. Ele foi fracionado em vários outras pedras enormes, e as principais ornam o cetro da majestade britânica e a coroa imperial que fazem parte dos tesouros da Coroa Britânica - especialmente guardados na Torre de Londres.
"Enquanto o diamante não foi inteiramente analisado, será impossível determinar seu valor", declarou à AFP um especialista em mineração, Kieron Hodgson. "Mas o que é certo é que ele tem o potencial para ser um diamante muito caro (...). Seu valor dependerá das possíveis inclusões, sua reação quando for lapidado, sua forma ótima e sua cor final", explicou.
Nesta quinta-feira, às 9h30 9de Brasília), as ações da Lucara tinham uma valorização de 34% na Bolsa de Estocolmo, onde são cotadas, a 14,15 coroas suecas (6 reais).
Botswana é o segundo maior produtor de diamantes do mundo, depois da Rússia. Fonte:Siga o Yahoo Notícias no Twitter e no Facebook 

domingo, 8 de novembro de 2015

Toyota investe US$ 1 bilhão em empresa de inteligência artificial

O presidente da empresa, Akio Toyoda, participa de uma entrevista coletiva em Tóquio
A Toyota, principal montadora japonesa, anunciou nesta sexta-feira a criação nos Estados Unidos de uma empresa de I+D especializada em inteligência artificial e em robótica, que receberá 1 bilhão de dólares em cinco anos.

O Toyota Research Institute, que terá sua sede no Silicon Valley, "ajudará a preencher a lacuna entre a pesquisa básica e o desenvolvimento de produtos", afirma a empresa em um comunicado divulgado antes de uma entrevista coletiva de seu presidente executivo, Akio Toyoda, em Tóquio.
Os principais objetivos são "melhorar a segurança (reduzindo o risco de acidente), tornar acessível a condução de todas as pessoas, independente das capacidades do motorista, e, de maneira mais geral, facilitar a mobilidade, especialmente das pessoas mais velhas".
"Prevemos também aplicar nossos trabalhos de maneira mais geral, por exemplo, para melhorar a eficácia na produção industrial", completa o comunicado da empresa.
"A inteligência artificial tem um potencial importante para apoiar as tecnologias futuras e a criação de toda uma nova indústria", destaca.
O investimento inicial de um bilhão de dólares durante os próximos cinco anos servirá para criar as duas unidades previstas e estabelecer suas equipes. Fonte: Yhaoo Notícias

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Álcool, drogas e suicídios fazem estragos entre americanos brancos de meia idade

Um homem segura um cigarro de maconha sintética, em Nova York, no dia 31 de agosto de 2015

A mortalidade de norte-americanos brancos de meia-idade caía desde 1978, mas um estudo divulgado na última segunda-feira revelou uma reversão surpreendente há 15 anos devido ao abuso de álcool, drogas e ao suicídio, em particular nos setores mais desfavorecidos.
Esta mudança de tendência, que apaga décadas de progresso devido aos avanços médicos e à qualidade de vida, não tem sido observada em outros países ricos como a França ou a Alemanha.
Da mesma forma, esta tendência também não é encontrada em grupos étnicos da mesma faixa etária (45-55 anos) nos Estados Unidos, tais como negros ou hispânicos, observam os pesquisadores, incluindo o anglo-americano Angus Deaton, laureado deste ano Prêmio Nobel de Economia, professor da Universidade de Princeton (Nova Jersey).
O trabalho foi publicado nos anais da Academia de Ciências dos Estados Unidos (PNAS).
Segundo os pesquisadores, trata-se de uma "hecatombe" com um um equilíbrio comparável o número de americanos que morreram por causa da aids, 658.000 ao total, desde o início da epidemia no início de 1980.
Embora as taxas de mortalidade relacionadas a drogas, álcool e suicídio tenham aumentado entre os brancos de meia-idade, o maior aumento ocorreu entre aqueles com menor escolaridade.
Entre aqueles com apenas ensino médio ou menos, a taxa de mortalidade ligada a drogas e álcool quadruplicou nos últimos 15 anos, enquanto os suicídios aumentaram 81%. As mortes causadas por doenças do fígado ou cirrose aumentaram 50% durante o mesmo período.
A mortalidade global aumentou 22% desde 1998 entre os brancos de meia-idade com menor grau de instrução e, portanto, são os mais vulneráveis ​​economicamente.
Entre aqueles com escolaridade mais elevada, a taxa de mortalidade variou pouco, enquanto entre aqueles com um grau de bacharel ou mais estudos a mortalidade continuou a declinar.
Mais consumo de heroína
Se a taxa de mortalidade tivesse continuado a diminuir nos últimos 15 anos, como observado entre 1978 e 1998, teria havido 488.500 menos mortes nessa faixa etária entre 1999 e 2013, calcularam os pesquisadores.
Embora esta mudança na tendência na saúde dos americanos brancos não esteja totalmente elucidada, os economistas apontam o maior acesso a opioides desde o final dos anos 1990 como uma causa potencial para o abuso de drogas.
Na sequência do aumento dos controles sobre a distribuição de analgésicos base de morfina, um número crescente de americanos que tinham desenvolvido uma dependência dessas drogas se voltaram para a heroína, cujo consumo aumentou 63% entre 2002 e 2013, de acordo com estatísticas oficiais.
O estresse causado por dificuldades financeiras também poderia desempenhar um papel nessas mortes, dizem os pesquisadores.
A renda familiar média de americanos brancos de meia-idade começaram a cair drasticamente desde o final de 1990. A estagnação dos salários, que começou com a desaceleração econômica na década de 1970, continuou a afetar mais duramente os americanos sem ensino superior.
Acrescente a isso a crescente incerteza sobre as pensões, cada vez mais dependente dos caprichos dos mercados financeiros, e o fato de que os americanos não poupam o suficiente.
Essa maior mortalidade coincide com pesquisas nas quais há 15 anos os inquiridos falam numa debilitação de sua saúde física e mental, bem como as crescentes dificuldades em lidar com a vida, fenômeno que é visto especialmente entre brancos de meia-idade.
O estudo também constata que, em 2013, o dobro de pessoas neste grupo reivindicava sofrer problemas de dores crônicas e problemas no fígado, em comparação a 1999.
A proporção dos que afirmam não poder trabalhar também duplicou no mesmo período. Fonte: Siga o Yahoo Notícias no Twitter e no Facebook 

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Cientistas desenvolvem bateria de lítio-ar mais eficiente

(Arquivo) Um químico analisa amostras de lítio, em Uyuni, Bolívia, no dia 17 de agosto de 2015
Um novo tipo de produto químico pode fornecer energia para as baterias de lítio-ar - que há muito tempo sofre obstáculos tecnológicos - o que pode contribuir para a criação de um produto capaz de fazer frente à gasolina nos carros, disseram investigadores nesta quinta-feira.
As baterias recarregáveis ​​têm sido há décadas - a bateria de íons de lítio que alimenta muitos dispositivos móveis fará 25 anos em 2016 - mas expandir essa tecnologia para os automóveis tem se mostrado difícil.
Pesquisadores passaram anos procurando uma espécie de bateria conhecida como lítio-ar, ou lítio-oxigênio, que poderia fornecer 10 vezes mais energia e, possivelmente mais densidade de energia suficiente para comparar com a gasolina, mas elas também têm sido alvo de problemas práticos.
Enquanto uma bateria de lítio-ar definitiva permanece pelo menos a uma década de distância, pesquisadores da Universidade de Cambridge dizem ter patenteado uma tecnologia que supera alguns dos principais obstáculos.
A principal autora da pesquisa, Clare Grey, professora de química na Universidade de Cambridge, disse que "a conquista significativa" de sua equipe vem fazendo progressos rumo à alta capacidade "já que levamos a eficiência para números que competem com a tecnologia de lítio-íon atual".
Como a tecnologia ainda está em fase de laboratório, não é possível compará-la diretamente com as tecnologias disponíveis atualmente, disse a cientista.
Mas a mais recente abordagem mostrou um aumento da eficiência energética de até 93%, e faz isso usando um produto químico diferente do utilizado nas tentativas anteriores: empregando hidróxido de lítio (LiOH) em vez de peróxido de lítio (Li2O2).
A demonstração foi feita com um "eletrodo de carbono altamente poroso, 'fofo', feito de grafeno (incluindo folhas de carbono de um átomo de espessura) e aditivos que alteram as reações químicas no trabalho na bateria, tornando-a mais estável e mais eficiente", explica um comunicado da Universidade de Cambridge.
O resultado é mais um passo no caminho rumo a uma bateria mais prática e eficiente, disse Grey.
"Estamos empolgados com a substância química, mas também temos um monte de trabalho a fazer, em especial para compreender os mecanismos dessa química e otimizá-la e trabalhar para chegarmos o mais perto possível de um sistema de maior eficiência".
O artigo foi publicado na revista norte-americana Science. Fonte: Siga o Yahoo Notícias no Twitter e no Facebook 

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Autoridades dos EUA alertam para riscos de medicamentos contra hepatite C

(Arquivo) Teste de Hepatite C

A agência norte-americana de medicamentos (FDA) alertou nesta quinta-feira contra os riscos graves, inclusive de morte, provocados por dois remédios contra a hepatite C produzidos pelos laboratórios norte-americanos AbbVie.
A farmacêutica Abbvie identificou casos de insuficiência hepática em pacientes com cirrose que se trataram com os remédios "Viekira Pak" e "Technivie", disse a Food and Drug Administration em sua página na internet.
Alguns destes casos necessitaram de um trasplante de fígado ou foram mortais.
Os casos mais graves foram observados principalmente em pacientes tratados com o Viekira Pak, segundo a FDA.
Assim, a agência federal exigiu que a Abbvie coloque etiquetas de advertência sobre os graves riscos para o fígado que se corre ao ingerir estes medicamentos para tratar a hepatite C, uma infecção crônica do fígado.
Desde que a FDA deu sinal verde para a venda do Viekira Pak em dezembro de 2014 e em julho passado para o Technivie, foram registrados ao menos 26 casos no mundo de problemas graves relacionados a estes remédios. Fonte: Yhaoo Notícias

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Aos cem anos, teoria da relatividade de Einstein continua atual

Albert Einstein, em 1921
A teoria da relatividade geral de Albert Einstein, que transformou nossa compreensão do universo e seus fenômenos, comemora seu centenário este ano sem ter perdido vigor. Todos os experimentos realizados para verificação conseguem comprová-la.
"Einstein mudou nossa percepção das coisas mais fundamentais, que são o espaço e o tempo, e nos abriu os olhos ao cosmos e alguns de seus objetos mais interessantes, como os buracos negros", explicou à AFP David Kaiser, professor de física e de história da ciência do famoso Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).
O famoso físico que passou os últimos anos de sua vida na Universidade de Princeton, no leste dos Estados Unidos, apresentou sua teoria em 25 de novembro de 1915 na Academia Prussiana de Ciências. O documento foi publicado em março de 1916 na revista Annalen Der Physik.
A Relatividade Geral, uma das teorias mais revolucionárias da história, representou um salto imenso sobre a lei da gravitação universal de Isaac Newton de 1687, ao mostrar que "o espaço e o tempo não são imutáveis, mas fenômenos dinâmicos submetidos a uma evolução, assim como outros processos do Universo", explica Michael Turner, professor de física e cosmologia da Universidade de Chicago.
Einstein avançou a teoria da relatividade em 1905 ao descrever a distorção de tempo e espaço por um objeto que se move a uma velocidade próxima à velocidade da luz, o que em si é imutável. Também produziu sua famosa equação E = mc2, que desafiou as hipóteses da época, segundo as quais a energia e a massa eram diferentes. Ele demonstrou que tratava-se da mesma coisa, sob formas diferentes.
Precursor do GPS
Dez anos mais tarde, a Relatividade Geral ofereceu uma visão mais ampla ano explicar que a gravidade é uma curvatura no espaço-tempo na presença de uma massa. Assim, o tempo passa mais lentamente na proximidade de um campo gravitacional como o de um planeta do que no vazio do espaço.
Este corolário foi verificado comparando dois relógios atômicos, um deles na Terra e outro num avião em grande altitude, que mostrou-se ligeiramente mais atrasado.
O GPS é uma aplicação deste fenômeno. Os satélites têm relógios extremamente precisos ajustados para levar em conta esta diferença de tempo, sem a qual os GPS não poderiam funcionar.
Segundo a teoria da Relatividade Geral, a luz também se curva por causa de campos gravitacionais potentes, algo que o astrônomo britânico Arthur Eddington confirmou com suas observações em 1919.
Einstein também previu que as estrelas no final da vida, quando já esgotaram seu combustível nuclear, entram em colapso sob sua própria gravidade. Sua envoltura externa explode numa supernova, e seu coração se transforma num objeto muito denso chamado "estrela de nêutrons" ou "pulsar", que gira muito rápido sobre si mesma. Assim, estas estrelas podem transformar-se num buraco negro, cujo gigantesco campo gravitacional curva tanto o espaço que a luz não pode escapar.
Segundo Einstein, estes corpos celestes, devido a sua massa, teriam que provocar ondulações no espaço-tempo, assim como uma pedra forma ondas na água.
Trata-se das ondas gravitacionais que os astrônomos esperam observar diretamente, explica Kaiser. "Isso confirmaria uma das últimas grandes previsões de Einstein, que ainda não foi verificada", conta.
Alguns instrumentos construídos com esta finalidade, como o Observatório LIGO (Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory) nos Estados Unidos, ou o interferômetro laser VIRGO na Europa, poderiam detectar essas ondas nos próximos anos, estima o pesquisador.
Teoria das cordas
No entanto, o maior desafio é conciliar a teoria da relatividade geral com a física quântica, os dois grandes pilares da física moderna. A física quântica, ao contrário da relatividade, funciona perfeitamente para descrever os fenômenos em nível atômico, com várias aplicações que vão desde o transistor aos computadores, mas não funciona no nível do Universo.
Para o professor Turner, a teoria mais promissora para tal conciliação é a teoria das cordas, segundo a qual as bases fundamentais da matéria não seriam as partículas, mas uma espécie de cordinhas elásticas que vibram em diferentes frequências.
"Esta teoria poderia responder eventualmente à pergunta fundamental da natureza do tempo e o espaço (...) e sugere a existência possível de outras dimensões", explicou à AFP.
Segundo o especialista, "a teoria das cordas é como uma grande cesta vazia na qual podemos colocar as esperanças e os sonhos", enquanto "ficamos prontos para a próxima etapa, para o próximo Einstein". Fonte: Siga o Yahoo Notícias no Twitter e no Facebook 

Japão reconhece que radiação provocou câncer em ex-funcionário de Fukushima

(Nov/2014) Funcionários da central de Fukushima em um intervalo de trabalho

O governo japonês reconheceu nesta terça-feira, pela primeira vez, que um ex-funcionário da central nuclear de Fukushia desenvolveu leucemia em consequência das radiações provocadas pelo acidente nuclear de março de 2011.
Outros ex-funcionários da central de Fukushima Daiichi, nordeste do Japão, devastada pelo tsunami de 11 de março de 2011, sofrem de câncer, mas esta é a primeira vez que o ministério japonês da Saúde reconhece oficialmente uma relação de causa e efeito entre as radiações e a doença.
O operário, que atualmente tem 41 anos, segundo a imprensa, trabalhou de outubro de 2012 a dezembro de 2013 na central de Fukushima Daiichi. Antes deste período, também passou vários meses em outra unidade nuclear, segundo o ministério.
Além do primeiro caso reconhecido, a situação de outras três pessoas está sendo examinada, segundo o ministério, que já havia rejeitado reclamações similares de ex-trabalhadores da central nuclear.
Três dos seis reatores da central de Fukushima Daiichi entraram em fusão poucas horas depois do maremoto que devastou a costa nordeste do Japão há quatro anos e meio, após um forte terremoto.
Depois foram registradas explosões de hidrogênio que destruíram vários pontos da central, o que provocou o vazamento de elementos radioativos.
Milhares de trabalhadores atuaram em rodízio durante um longo período para retomar o controle das instalações e implantar os meios para resfriar os reatores, retirar os escombros contaminados e preparar o desmantelamento.
Pior desastre depois de Chernobyl
Oficialmente ninguém morreu em consequência da exposição às radiações depois da catástrofe de Fukushima, o mais grave desastre nuclear civil no mundo depois da explosão de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986.
No entanto, centenas de pessoas faleceram em consequência da degradação de suas condições de vida após a súbita retirada da região de Fukushima.
O caso reconhecido nesta terça-feira é o primeiro que envolve o acidente de Fukushima, mas no passado os diagnósticos de câncer de 13 trabalhadores do setor nuclear (não envolvidos nas obras de Fukushima) foram atribuídos à exposição às radiações.
Até mesmo a morte por câncer do diretor da central no momento do acidente, Masao Yoshida, não foi vinculada oficialmente às radiações que ele recebeu após a tragédia.
Yoshida, que faleceu em julho de 2013, estava em Fukushima Daiichi no momento do acidente e continuou trabalhando de modo intenso no local durante os seis meses seguintes.
"Este primeiro reconhecimento é uma decisão essencial para os direitos dos trabalhadores", afirmou Shinzo Kimura, da Universidade de Medicina Dokkyo.
Milhares de trabalhadores, dos quase 45.000 que entraram na central, receberam doses que podem provocar câncer, de acordo com os critérios das autoridades e dos dados de exposição publicados pela Tepco, a empresa que administra Fukushima Daiichi.
"É um duro golpe para a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que considerou em setembro que existia um risco pequeno de efeitos na saúde pela catástrofe de Fukushima", afirmou a associação de defesa do meio ambiente Greenpeace.
Entre a população, mais de 300.000 menores de 18 anos que moravam em 2011 no município de Fukushima foram submetidos a exames.
Mais de 100 casos de câncer de tireoide - confirmados ou muito prováveis - foram detectados até o momento.
De acordo com os especialistas, no entanto, é difícil atribuí-los aos efeitos de Fukushima pela falta de referências anteriores sobre a frequência deste tipo de doença entre os adolescentes da região, assim como os prazos considerados muito curtos entre o acidente e o surgimento dos casos. Fonte; Siga o Yahoo Notícias no Twitter e no Facebook