quarta-feira, 26 de março de 2014

Cientistas criam ambiente marciano

Imagem da NASA obtida em 25 de março de 2014 mostra ambiente arenoso de Marte
Uma equipe de pesquisadores espanhóis projetou uma câmara que simula as condições ambientais em Marte e permite testar os equipamentos necessários para as missões no Planeta Vermelho e em outros destinos no Sistema Solar.
Para responder às inúmeras perguntas sobre a habitabilidade de Marte, é indispensável desenvolver, primeiramente, novos sensores e instrumentos capazes de detectar as características atmosféricas e da superfície do planeta, explicaram os cientistas no trabalho publicado nesta terça-feira, na Review of Scientific Instruments.
"Marte é um bom lugar para desenvolver nossos conhecimentos sobre planetas similares à Terra e, por isso, é o objetivo de muitas missões da Nasa (a agência espacial americana) e da Agência Espacial Europeia", justificou o professor e principal autor do projeto, José Ángel Martín-Gago, do Instituto de Ciência de Materiais de Madri (CSIC).
"Nosso grupo se concentrou na missão do robô americano Curiosity e desenvolve uma estação meteorológica que será utilizada em futuras missões de exploração da superfície de Marte", completou.
Com a construção na Terra, em uma câmara a vácuo, de sistemas capazes de reproduzir o entorno marciano - incluindo temperatura, pressão atmosférica, composição da atmosfera e radiações -, os pesquisadores podem testar os instrumentos e detectores em condições "reais".
Uma câmara de simulação de Marte já permitiu testar alguns sensores meteorológicos utilizados a bordo do Curiosity, o robô que pousou em solo marciano em agosto de 2013. Atualmente, a equipe trabalha na simulação da poeira em Marte.
"Simulamos os efeitos da poeira em Marte - um dos principais problemas da exploração planetária - para compreender melhor como os instrumentos funcionam quando estão cobertos por ele", disse o cientista encarregado do desenvolvimento técnico, Jesús Sobrado.
Além de Marte, a equipe também projetou e construiu câmaras a vácuo que simulam os ambientes de outros planetas e até de Europa, uma das luas recobertas de gelo de Júpiter, assim como do espaço intersideral e de regiões interplanetárias.
No momento, os pesquisadores espanhóis trabalham com a Nasa para testar uma nova estação meteorológica como parte da missão InSight (acrônimo de Interior Exploration using Seismic Investigations, Geodesy and Heat Transport), dirigida a colocar um módulo de aterrissagem em Marte para explorar as profundidades do planeta.
Também estão testando os instrumentos de outra missão para detectar, sobretudo, sinais de vida em Marte. A nova missão está prevista para 2020. Fonte: yahoo notícias

terça-feira, 18 de março de 2014

Cientistas detectam ecos diretos do Big Bang

Cientistas americanos revelaram nesta segunda-feira a detecção pela primeira vez de ecos do Big Bang, ocorrido há 14 bilhões de anos
Cientistas americanos revelaram nesta segunda-feira a detecção pela primeira vez de ecos do Big Bang, ocorrido há 14 bilhões de anos, uma importante descoberta para entender as origens do universo.
A detecção da existência destas ondulações de espaço-tempo, primeiro eco do Big Bang, previstas na teoria da relatividade de Albert Einstein, confirma a expansão extremamente rápida e violenta do universo na primeira fração de segundo de sua existência, uma fase conhecida como inflação cósmica.
Esta teoria foi levantada pela primeira vez em 1979 pelo físico americano Alan Guth.
Verdadeiro avanço científico, é fruto de observações da radiação cósmica de fundo - uma baixa radiação remanescente do Big Bang - realizadas graças a um telescópio BICEP2 no Polo Sul.
"É o local na Terra mais próximo do espaço, onde o céu é mais seco, mais claro e mais estável", explicam os autores do estudo. "É o ambiente ideal para observar as microondas difusas provenientes do Big Bang".
"A detecção destas ondulações é um dos objetivos mais importantes da cosmologia na atualidade e resultado de um enorme trabalho realizado por uma grande quantidade de cientistas", destacou John Kovac, professor de Astronomia e de Física no CfA e chefe da equipe de investigação BICEP2 (Background Imaging of Cosmic Extragalactic Polarization), que fez a descoberta.
"Era como encontrar uma agulha em um palheiro, mas em seu lugar encontramos uma barra de metal", disse o físico Clem Pryke, da Universidade de Minnesota, chefe adjunto da equipe.
Para o físico teórico Avi Loeb, da Universidade de Harvard, o avanço "representa um novo esclarecimento sobre algumas das questões mais fundamentais para saber por quê existimos e como o universo começou".
"Esses resultados não são apenas a prova irrefutável da inflação cósmica, mas nos informam sobre o momento exato desta expansão rápida do universo e da potência deste fenômeno", explicou.
Os dados recolhidos "confirmam também a relação profunda entre a mecânica quântica e a teoria da relatividade geral", ressaltaram esses astrofísicos. A física quântica descreve esses fenômenos em escala atômica que a relatividade geral não pode explicar.
- "Notável e entusiasmante" -
Ao se movimentarem, as ondas gravitacionais comprimem o espaço o que produz uma assinatura muito distinta na radiação cósmica de fundo. Como as ondas luminosas, elas são polarizadas, uma propriedade que descreve a orientação de suas oscilações.
"Nossa equipe procurou um tipo particular de polarização... própria da luz antiga", na pista de ondas gravitacionais cósmicas, indicou Jamie Bock, do California Institute of Technology da Califórnia, um dos co-autores desses trabalhos.
"Esta característica de uma polarização 'em vórtice' é a assinatura única das ondas gravitacionais... e é a primeira imagem direta dessas ondas através do céu primordial", ressalta Chao-Lin Kuo, um físico de Stanford, membro da equipe de pesquisadores.
Para Tom LeCompte, um físico especialista em altas energias no Cern e no Laboratório Nacional de Argone, perto de Chicago, que não participou dos trabalhos, essa descoberta "é o maior anúncio na física em anos".
"Ela poderia potencialmente valer o prêmio Nobel" a seus autores, declarou à AFP comparando esta descoberta ao do Boson de Higgs em 2012, a pedra angular da teoria do Modelo padrão, a partícula elementar que dá sua massa a inúmeras outras partículas.
Esta detecção direta de ondas gravitacionais é "notável e entusiasmante" na medida em que permite ver o que aconteceu "no primeiro instante após o Big Bang", considera.
"Isso vai além do que estamos tentando fazer com o Large Hadron Collider (o acelerador de partículas na Suíça) para ver como se comportava o universo em sua infância (...) Isto vai permitir olhar ainda mais para trás no tempo". Fonte: Siga o Yahoo Notícias no Twitter e no Facebook 

segunda-feira, 17 de março de 2014

AIEA: centrais nucleares nunca podem ser 100% seguras

Usina nulcear de Fukushima em 17 de junho de 2011
O diretor geral da Agência Internacional da Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano, afirmou nesta segunda-feira em Tóquio que a organização continuará aperfeiçoando suas normas depois do acidente de Fukushima, mas advertiu que uma central nuclear jamais será 100% segura.
Em uma entrevista coletiva antes de uma reunião com o primeiro-ministro nipônico Shinzo Abe, Yukiya Amano recordou que as regras devem evoluir.
"Para a segurança, o importante é que o processo seja evolutivo. Nós devemos melhorar a segurança continuamente, sem cair na auto satisfação", insistiu.
"No entanto, uma catástrofe natural pode acontecer em qualquer parte do mundo. A segurança em 100% não existe", advertiu.
Amano destacou que o que a agência nuclear da ONU poda fazer "é prevenir na medida do possível os acidentes potenciais para diminuir as consequências".
No Japão, além dos seis reatores lacrados da central de Fukushima Daiichi - devastada pelo tsunami de 11 de março de 2011 -, os outros 48 reatores do país estão parados à espera de uma certificação de segurança. Fonte: Yahoo Notícias

quinta-feira, 13 de março de 2014

Homem tem rosto reconstruído com prótese criada por impressora 3D

(Arquivo) Um habitante do País de Gales, desfigurado em um acidente de moto, viu sua vida mudar graças às técnicas de reconstrução facial por impressora 3D, uma nova tecnologia, que oferece resultados incomparáveis

Um habitante do País de Gales, desfigurado em um acidente de moto, viu sua vida mudar graças às técnicas de reconstrução facial por impressora 3D, uma nova tecnologia, que oferece resultados incomparáveis, de acordo com o cirurgião.

Vítima de um grave acidente de moto em 2012, Stephen Poder sofreu fraturas nos ossos da face, mandíbula superior, nariz e crânio, e passou quatro meses no hospital.
Desfigurado, ele utilizou, desde que deixou o hospital, chapéus e óculos de sol para esconder seu rosto.
Hoje, ele espera não ser mais necessário se esconder "depois de uma operação relatada no Museu da Ciência em Londres, por ocasião da exposição "3D Printing: The Future".
Para restaurar a simetria do seu rosto, cirurgiões do Morriston Hospital em Swansea quebraram novamente as maçãs do rosto do paciente antes de utilizar implantes criados com uma impressora 3D a partir de um modelo reconstruído.
"Os resultados são muito melhores do que qualquer coisa que tenhamos feito antes. É incomparável. Isso nos permite ser muito mais precisos", disse Adrian Sugar, o cirurgião maxilo-facial que operou Stephen Power.
"Eu pude constatar a diferença assim que acordei após uma operação que durou oito horas", disse que o paciente de 29 anos.
Outras equipes do Reino Unido, em Londres e Newcastle, trabalham com esta tecnologia que deve crescer com o progresso das impressoras. Fonte: yahoo notícias

segunda-feira, 10 de março de 2014

Cientistas australianos propõem destruição de lixo espacial com laser

Astronauta americano faz uma caminhada espacial
Cientistas australianos propõem atingir o lixo espacial, potencialmente perigoso, com raios laser, para que o mesmo caia na atmosfera terrestre, onde se desintegraria, anunciaram nesta sexta-feira.

"Queremos limpar o espaço para evitar o risco crescente de colisões e prevenir os tipos de incidentes contados no filme 'Gravidade'", declarou o diretor do centro de pesquisa astronômica e astrofísica da Universidade Nacional da Austrália, Matthew Colless.
Um novo centro de pesquisa com a participação, entre outros, da Nasa, começará a trabalhar em meados de 2014 para isolar as partes menores de lixo espacial e prever sua trajetória graças ao observatório de Mount Stromlo, em Canberra.
O objetivo é desviar estes restos (satélites fora de serviço, corpos de foguetes...) de sua trajetória, atingindo-os com raios laser a partir da Terra. Isso os obrigaria a diminuir sua velocidade e a cair na atmosfera, onde pegariam fogo até se desintegrar.
O responsável pelo novo centro, Ben Greene, também considerou provável "uma avalanche catastrófica de colisões (de restos), que destrua rapidamente todos os satélites".
A agência espacial americana e a Agência Espacial Europeia (ESA) registraram mais de 23.000 dejetos de mais de 10 cm, em sua maioria, em órbitas baixas (abaixo de 2.000 km). Os restos de entre 1 e 10 cm chegam a centenas de milhares.
O filme "Gravidade", vencedor de sete prêmios Oscar, narra a história de dois astronautas perdidos no espaço após a colisão de sua estação com lixo espacial. Fonte: yahoo notícias

sexta-feira, 7 de março de 2014

Greenpeace pede fechamento das centrais nucleares europeias mais antigas

Foto divulgada pelo Greenpeace mostra ativistas da ONG protestando na usina nuclear de Beznau, na Suíça
Militantes do Greenpeace entraram em centrais nucleares ou protestaram em suas imediações nesta quarta-feira em seis países europeus para pedir o fechamento dos reatores mais antigos.
A organização de defesa do meio ambiente pediu aos governos destes países que, ao invés de prolongar o uso dos reatores além do prazo inicialmente previsto, "passem a investir em energias limpas e seguras".
De acordo com o Greenpeace, 66 dos 151 reatores em funcionamento na Europa têm mais de 30 anos, 25 mais de 35 anos e sete foram inaugurados há mais de 40 anos.
Os protestos aconteceram na Espanha, França, Bélgica, Suécia, Suíça e Holanda. Fonte: yahoo nOtícias

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Energia solar vive boom em Nova York

Painel de energia solar no teto do Jetro Restaurant Depot, no Bronx, em Nova York, é visto em 17 de janeiro de 2014
Em um terraço no Bronx, com os arranha-céus de Manhattan ao longe, 4.760 painéis solares captam os escassos raios de sol de inverno. "É a maior instalação da história de Nova York", orgulha-se o diretor de vendas do Ross Solar Group, Bob Kline, responsável pela instalação.
Esse terraço também é um símbolo do boom da energia solar em Nova York.
A instalação de 1,6 megawatts, situada no terraço do varejista do setor de alimentos Jetro Cash and Carry, finalizada em dezembro, foi adotada como exemplo pelo governador de Nova York, Andrew Cuomo, que subsidia o desenvolvimento da energia solar em seu estado.
Em 2012, ele lançou o programa NY-Sun Initiative, com US$ 800 milhões em investimentos até 2015. Cerca de 300 megawatts de capacidade solar já foram instalados no estado, mais do que nos dez anos anteriores.
Agora, Cuomo quer estender o programa até 2023, com um financiamento adicional de quase US$ 1 bilhão e a meta de atingir 3.000 megawatts. Com esses recursos, será possível criar 13 mil postos de trabalho e reduzir as emissões dos gases causadores do efeito estufa em 2,3 milhões de toneladas por ano, segundo alguns analistas.
Nova York ainda está muito longe da Califórnia, ou até mesmo dos vizinhos Nova Jersey e Massachusetts. Junto com o Arizona, esses estados concentram mais de 80% de todas as instalações de energia solar nos Estados Unidos, segundo o especialista em Energia Solar Cory Honeyman, da GTM research.
É "um dos mercados mais promissores na atualidade", frisou, acrescentando que "esperamos uma aceleração dos projetos, tanto no setor residencial quanto comercial".
Trata-se de uma bênção para as 411 companhias especializadas que compartilham esse mercado em franca expansão.
No Bronx, uma dessas empresas, a OnForce Solar, triplicou sua receita em 2013 e espera duplicá-la este ano, disse seu diretor-executivo, Charles Feit, à AFP. A OnForce Solar recebeu alguns milhões de dólares em subvenção do governo.
"Politicamente, temos o vento a favor", comentou Feit, entusiasmado.
- "Ponto de inflexão" -
O presidente da OnForce Solar e vice-presidente da Associação de Empresas de Energia Solar em Nova York (NYSEIA), David Sandbank, também se mostrou otimista ao detalhar os créditos fiscais para a energia solar.
"Há muitas oportunidades em Nova York", comemorou.
Segundo ele, "em Manhattan, essas instalações podem ser complicadas devido a regulações estritas, mas em outros bairros há muitos grandes terraços propícios para a energia solar".
"A NY-Sun Initiative criou estabilidade e longevidade para a energia solar", destacou, acrescentando que algumas empresas especializadas chegam, inclusive, a se mudar da Califórnia para Nova York. "Mudou completamente a estrutura do nosso negócio", revelou, citando os 3.300 postos de trabalho.
Para Sandbank, com a baixa de preços dos painéis fotovoltaicos, a energia solar é ainda mais promissora, já que a eletricidade é mais cara em Nova York do que na maioria dos outros estados.
Por ano, a Jetro Cash and Carry espera uma economia de 40% em sua conta de luz, ou seja, pelo menos US$ 250 mil, anunciou Kline.
E os projetos abundam. Recentemente, o governador Cuomo prometeu uma ajuda financeira para as escolas que quiserem instalar painéis solares.
Pouco antes de sua partida, o agora ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg anunciou que cerca de 35 mil painéis solares serão instalados em 2015 em nove hectares em Fresh Kills, um antigo depósito de Staten Island em vias de recuperação. Essa usina solar será a maior de Nova York, capaz de produzir 10 megawatts de eletricidade.
Esses projetos nova-iorquinos ganham espaço no momento em que o governo americano promove a energia solar, um mercado que cresceu quase 30% entre 2012 e 2013.
Este ano, pela primeira vez em 15 anos, os Estados Unidos podem superar a Alemanha, líder mundial em novas instalações, afirmou Honeyman. "Estamos em um ponto de inflexão", afirmou.
O caminho ainda é longo, porém.
Nos Estados Unidos, o sol representa apenas 1% da geração de energia renovável, o que equivale a 12% da produção total de eletricidade, de acordo com Agência de Informação de Energia de Estados Unidos (EIA). FONTE: Yahoo Notícias