segunda-feira, 30 de março de 2015

Cientistas chineses conseguem desenvolver máquinas de metal líquido

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Pequim, 28 mar (EFE).- Máquinas de metal líquido, capazes de mudar de forma e movimentar-se em um determinado espaço, foram desenvolvidas por cientistas da Academia Chinesa de Ciências e a Universidade de Tsinghua, em Pequim, informou neste sábado a imprensa oficial do país asiático.
Os especialistas, citados pela agência oficial "Xinhua", explicaram que estas máquinas podem adaptar sua forma ao espaço geométrico no qual se encontram, movidas por um campo elétrico endógeno baseado em ligas de metais líquidas, metais próximos que a máquina pode absorver e o hidrogênio gerado por reações eletroquímicas.
A escola médica da Universidade de Tsinghua e o Instituto Técnico de Física e Química da Academia Chinesa de Ciências trabalham no desenvolvimento destas máquinas.
Os cientistas chineses definiram estas máquinas com "moluscos biomiméticos" que poderiam servir para um desenvolvimento futuro de robôs fabricados em metal líquido e transformável, algo que até agora só existe na ficção científica (por exemplo, o famoso T-1000 do filme "O Exterminador do Futuro 2").
Como exemplo do novo avanço, os especialistas chineses mostraram uma peça de alumínio que, colocada junto a uma das máquinas desenvolvidas, é absorvida e se transforma em uma pequena bola de cinco milímetros de diâmetro.
Esta é depois capaz de movimentar-se de forma espontânea em distintas dissoluções durante mais de uma hora, a uma velocidade de cinco centímetros por segundo, equivalentes a cerca de 0,18 km/h. EFE
Fonte: YAHOO notícias

Rússia planeja construir estação espacial com a Nasa

(Arquivo) O representante da Nasa Charles Bolden

A Rússia anunciou neste sábado planos de construir uma estação espacial orbital com a Nasa, para substituir a Estação Espacial Internacional (ISS), que irá operar até 2024.
Rússia e Nasa concordaram recentemente em continuar financiando e operando na ISS até 2024, mas futuros planos espaciais conjuntos continuavam sendo dúvida, devido à relação tensa entre Rússia e Estados Unidos por causa do conflito na Ucrânia.
"A Roscosmos, juntamente com a Nasa, irá trabalhar em uma futura estação orbital", afirmou o diretor da agência espacial russa, Igor Komarov, citado pela agência de notícias Interfax.
Komarov fez o anúncio na companhia do representante da Nasa Charles Bolden, na base de Baikonur, Cazaquistão.
"Concordamos que o grupo de países que fez parte do projeto da ISS irá trabalhar em um projeto futuro de uma nova estação orbital", informou Komarov.
"O governo russo estudará os resultados das conversas entre Roscosmos e Nasa. As decisões serão tomadas em breve", publicou o vice-premier russo, Dimitri Rogozin, em sua conta no Twitter fonte: Yahoo Notícias

quarta-feira, 25 de março de 2015

Marte tem nitrogênio, elemento chave para vida

O veículo Curiosity da Nasa descobriu nitrogênio na superfície de Marte, algo significativo que contribui para evidenciar que o Planeta Vermelho poderia ter sustentado vida no passado - informou a agência espacial americana nesta terça-feira.

Ao perfurar rochas marcianas, o rover Curiosity encontrou evidências de nitratos, compostos contendo nitrogênio que pode ser usado por organismos vivos.
A equipe do Curiosity já encontrou evidências de que outros ingredientes necessários à vida, como água em estado líquido e matéria orgânica, já existiram no local conhecido como cratera Gale.
"Encontrar uma forma bioquimicamente acessível de nitrogênio é mais um argumento para a tese de que o antigo ambiente marciano na cratera Gale seria habitável", disse Jennifer Stern, do Goddard Space Flight Center da NASA, em Greenbelt, Maryland.
O nitrogênio é essencial para todas as formas de vida conhecidas, porque é um bloco de construção de DNA e RNA.
No entanto, "não há nenhuma evidência para sugerir que as moléculas de nitrogênio encontradas pela equipe foram criadas pela vida", alertou a Nasa.
"A superfície de Marte é inóspita para as formas conhecidas de vida", lembrou a agência.
A equipe de pesquisa sugeriu que, ao invés disso, os nitratos são antigos e provavelmente vieram de impactos de meteoritos, raios e outros processos não-biológicos.
Na Terra e em Marte, o nitrogênio é encontrado na forma de gás de dióxido de nitrogênio - dois átomos presos juntos com tanta força que não reagem facilmente com outras moléculas.
Os átomos de nitrogênio devem ser separados ou "fixados" para que possam participar nas reações químicas necessárias à vida.
"Na Terra, certos organismos são capazes de fixar o nitrogênio atmosférico e esse processo é fundamental para a atividade metabólica", disse a Nasa.
"No entanto, quantidades menores de nitrogênio também são fixadas por eventos energéticos como os relâmpagos".
O veículo Curiosity está atualmente no sopé do Monte Afiado, uma montanha de 5.500 metros, formado por camadas sedimentares.
Em dezembro, o robô detectou emissões de metano regulares perto da superfície marciana, mas a origem do fenômeno é desconhecida.
Os cientistas não esperam que o rover Curiosity encontre alienígenas ou seres vivos em Marte, mas esperam usá-lo para analisar o solo e as rochas em busca de sinais dos elementos-chave para a vida que o Planeta Vermelho pode ter abrigado no passado.
O veículo de 2,5 bilhões de dólares também tem como objetivo estudar o ambiente marciano para se preparar para uma eventual missão humana por lá nos próximos anos.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, promete enviar humanos para o Planeta Vermelho até 2030.  Fonte: Yahoo Notícias
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terça-feira, 24 de março de 2015

Sacarina pode funcionar como inibidor do câncer, afirma estudo científico

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Miami (EUA), 24 mar (EFE).- O adoçante artificial conhecido como sacarina, cujo consumo esteve relacionado ao câncer durante décadas, pode ter efeitos inibidores sobre as células cancerígenas, segundo a conclusão de um estudo cujos resultados foram publicados nesta terça-feira pela Universidade da Flórida (UFA), nos Estados Unidos.
O estudo indica que a sacarina "tem capacidade para inibir uma enzima presente em muitos tipos de câncer" que contribui para que as "células tumorais sobrevivam e entrem em metástases", destacou em comunicado Robert MacKenna, professor de Bioquímica e Biologia Molecular da Faculdade de Medicina da UFA.
Os pesquisadores acreditam que a sacarina pode levar ao desenvolvimento de remédios que sirvam para o "tratamento de cânceres mais agressivos, como os de tórax, fígado, próstata, rins e pâncreas".
Os resultados do estudo do centro universitário de Gainesville, na Flórida, serão apresentados amanhã pela Sociedade Química Americana em um convenção na cidade de Denver, no Colorado.
A descoberta aconteceu depois que um graduado assistente de pesquisa da UFA, Brian Mahon, se perguntou como a sacarina poderia atuar sobre a enzima "carbonic anhydrase IX", que está presente em um grande número de cânceres agressivos.
Após realizar uma série de experimentos preliminares, os investigadores estudaram os efeitos da sacarina sobre as células malignas de um câncer de tórax.
"Vimos literalmente que o índice de crescimento das células cancerígenas caia lentamente quando adicionávamos o adoçante", disse McKenna, responsável pelo estudo.
A primeira conclusão é que uma "base de sacarina" poderia ser usada em conjunto com outros medicamentos para o tratamento do câncer, como quimioterapia e radiação, segundo os cientistas, já que o adoçante "pode desacelerar o crescimento do câncer e oferecer uma oportunidade" para que os tratamentos citados "sejam mais efetivos" na batalha contra a doença.
Ironicamente, este adoçante foi classificado há algum tempo como potencialmente cancerígeno, mas, na atualidade, a Agência de Controle de Alimentos e Remédios dos Estados Unidos (FDA, sigla em inglês) considera a sacarina como um produto seguro para o consumo.
"A sacarina era vista como o 'bandido', e não era. De fato, pode ser o 'mocinho'" deste filme, acrescentou McKenna. EFE Fonte: Siga o Yahoo Notícias no Twitter e no Facebook 

segunda-feira, 23 de março de 2015

Curiosity encontra nitrogênio fixado em sedimentos em Marte

Madri, 23 mar (EFE).- O veículo Curiosity encontrou nitrogênio fixado em sedimentos em Marte: "um novo passo na avaliação da habitabilidade deste planeta, já que o nitrogênio é um elemento imprescindível para a vida".
Essa foi a principal conclusão do estudo divulgado na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS), no qual participaram pesquisadores espanhóis do Centro Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) e que sugere a existência do ciclo do nitrogênio em Marte em algum momento de sua evolução como planeta.
A presença do elemento no planeta foi verificada a partir do instrumento Sample Analysis at Mars (SAM, sigla em inglês), que coletou amostras de três lugares diferentes, informou o CSIC em uma nota de imprensa.
Duas dessas amostras foram conseguidas com perfurações feitas em rochas batizadas como "Sheepbed", durante uma missão na "Yellowknife Bay", local onde, acredita-se, existiram lagos e rios em algum momento da história geológica do planeta. A terceira amostra provém de um depósito de areia, que representa a poeira de Marte.
Francisco Javier Martín Torres, pesquisador do Instituto Andaluz de Ciências da Terra (centro conjunto do CSIC e da Universidade de Granada), explicou que a disponibilidade de nitrogênio bioquímico útil, junto com as condições que "provavelmente existiram em Marte e a possível presença de compostos orgânicos em seu solo, refletem um cenário potencialmente habitável para algum tipo de ser vivo no passado".
Torres explicou que a presença de nitrogênio no planeta é um fator a ser levado em consideração em relação à possibilidade de existir vida em Marte na atualidade, já que, este elemento é imprescindível na síntese de moléculas como as proteínas RNA e DNA.
No entanto, de acordo com o estudo, ainda não há indícios de algum mecanismo que faça com que o nitrogênio fixado no solo retorne à atmosfera e mantenha o ciclo do nitrogênio, como acontece na Terra.
Por isso, os pesquisadores sugerem que, se a vida existiu em algum momento na superfície de Marte, não esteve em todo o planeta, mas esta afirmação ainda deve ser comparada com estudos posteriores. EFE
ngg/lvp/rpr  Fonte: Yahoo Notícias

"Irã tem que tomar decisões difíceis sobre programa nuclear", dizem potências ocidentais

O secretário de Estado americano John Kerry (D) conversa com seu colega britânico Philip Hammond (E)

O Irã deverá tomar decisões difíceis nas negociações sobre seu programa nuclear, advertiram neste sábado as potências ocidentais, que prometeram unidade para alcançar seus objetivos.
"Concordamos que houve progressos substanciais sobre pontos-chave, mas nos restam questões importantes em que não foi possível chegar a um acordo. Chegou o momento, para o Irã, de tomar decisões difíceis" declarou o ministro das Relações Exteriores britânico, Philip Hammond, ao ler um comunicado redigido junto com seus colegas de Estados Unidos, França, Alemanha e União Europeia.
"Vamos continuar trabalhando juntos de forma unida para obter um resultado exitoso", explicou o ministro.
O secretário de Estado americano John Kerry elogiou no sábado a unidade das grandes potências sobre o programa nuclear iraniano, enquanto o presidente do Irã declarou que "não há nada que não se possa resolver".
"Estamos todos unidos em nosso objetivo, enfoque e determinação para fazer que o programa do Irã seja pacífico. Esta união continua desempenhando papel central", disse Kerry.
Suas declarações têm como pano de fundo os rumores sobre as tensões no grupo 5+1 (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido, mais a Alemanha), em que a França é considerada como o país mais intransigente em relação ao Irã.
Kerry garantiu, contudo, que seu país "não irá se precipitar" para alcançar um acordo. Já o presidente do Irã, Hassan Rohani, afirmou neste sábado que "não há nada que não possa ser resolvido" e que é possível um acordo com as grandes potências.
As grandes potências do 5+1 retomarão na quarta-feira suas negociações em Teerã sobre o programa nuclear iraniano, como decidiram na sexta-feira os Estados Unidos e o Irã após uma semana de reuniões em Lausanne, na Suíça. Fonte: Siga o Yahoo Notícias no Twitter e no Facebook 

quinta-feira, 19 de março de 2015

Neurocientista apresenta colete que funciona como sexto sentido

O VEST, que significa colete em inglês mas também é o acrônimo de "variable extra-sensory transducer", é uma jaqueta com circuitos nas costas que transmitem dados ao vibrar, basicamente dando ao usuário uma nova fonte de informação

MO neurocientista David Eagleman espera que um colete que criou faça os surdos "escutar" e permita aos usuários "sentir" o que ocorre na Internet sem a necessidade de um computador.
O VEST, que significa colete em inglês mas também é o acrônimo de "variable extra-sensory transducer," tem razão para ter um nome tão futurista: é uma jaqueta sem mangas com circuitos nas costas que transmitem dados ao vibrar, basicamente dando ao usuário uma nova fonte de informação.
"Nossos cérebros não se importam de onde vem a informação", disse Eagleman ao apresentar orgulhosamente o VEST na conferência TED de Vancouver nesta quarta-feira. "Essencialmente, é um computador multi-uso".
VEST foi desenvolvido para ser sincronizado com tablets que podem converter palavras, cotações e qualquer outro dado digital enviados wireless em informação sensorial através de circuitos vibratórios situados na parte de trás do colete.
Ao afirmar que os usuários conseguem "experimentar" os dados, Eagleman acrescentou: "imaginem um astronauta capaz de sentir o estado geral da Estação Espacial Internacional".
Durante sua apresentação, Eagleman usou o VEST para receber, em tempo real, os comentários no Twitter sobre sua explanação.
"É a primeira vez que sinto um aplauso no meu colete. É agradável; como uma massagem".
Entre os objetivos da VEST está permitir que os surdos "escutem" através de vibrações produzidas a partir de palavras, de forma similar ao tato no sistema de leitura Braille.
Esta função pode ser aprendida em questão de semanas, afirmou Eagleman. De fato, "não temos ideia dos limites que existem sobre os tipos de dados que o cérebro pode processar. Acredito que isto tem muitas aplicações além da substituição sensorial".
"Penso que este é mais um sentido. Apesar de utilizar o tato, o usa de uma maneira diferente".
Segundo Eagleman, o VEST permitirá um dia aos soldados sentir onde estão seus aliados no campo de batalha.
A "startup" também está explorando se movimentos da cabeça podem melhorar as habilidades de voo dos que controlam drones, assim como ocorre com os pilotos reais.
"A medida em que avançamos para o futuro, temos cada vez mais possibilidade de escolher nossos equipamentos periféricos sem precisar plenamente da mãe natureza".
Uma versão VEST para o público custará mais de mil dólares e deve chegar ao mercado em oito meses.
"Penso que este é mais um sentido. Apesar de utilizar o tato, o usa de uma maneira diferente".
Segundo Eagleman, o VEST permitirá um dia aos soldados sentir onde estão seus aliados no campo de batalha. Fonte: Yahoo Notícias