segunda-feira, 30 de junho de 2014

Nasa testa pequeno disco voador que poderia levar humanos para Marte


Washington, 28 jun (EFE).- A agência espacial Nasa lançou neste sábado na atmosfera terrestre um pequeno disco voador que permite testar tecnologias com as quais algum dia se espera transportar humanos para Marte.
O teste terminou com sucesso quando o disco caiu no local esperado no Oceano Pacífico.
O Desacelerador Supersônico de Baixa Densidade (LDSD), mais conhecido como pequeno disco voador, inclusive dentro da Nasa, foi lançado rumo à atmosfera na manhã de sábado da ilha de Kauai, no Havaí, preso a um grande balão.
Apesar do paraquedas da aeronave não ter aberto totalmente ao final da missão, a Nasa foi capaz de recuperar o disco voador na hora prevista, quando o objeto se desprendeu do balão e caiu no oceano.
A missão, avaliada em US$ 150 milhões, procura gerar uma alternativa às tecnologias utilizadas pela agência espacial americana em seus voos de exploração a Marte, com o objetivo de poder enviar algum dia humanos ao planeta vermelho.
O voo levou o LDSD até cerca de 36 mil metros de altura, onde o balão se soltou do disco e um foguete se conectou a ele, o que impulsionou o objeto até 54 mil metros de altura ao quádruplo da velocidade do som.
Isso permitiu testar a reação do aparato em uma atmosfera parecida com a de Marte, que é similar a que se encontra a 54 mil metros de altura.
Uma vez completada a subida, o disco voador abriu uma espécie de paraquedas para desacelerar seu descenso à Terra e três horas mais tarde caiu no Oceano Pacífico.
A Nasa planeja fazer em breve mais voos para seguir testanto a resistência do aparelho e declarou a missão um sucesso.
"Queremos testar esta tecnologia aqui, porque é mais barato, para estarmos seguros que vai funcionar antes de enviá-la para Marte", disse no incío do mês o responsável pelo projeto, Mark Adler. EFE Fonte: Yahoo Notícias

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Calor do esgoto, uma nova fonte de energia limpa

Modelo de trocador de calor usado na cidade austríaca de Amstetten, em 7 de maio de 2014

A água da pia, da máquina de lavar ou do banheiro dissipa um calor valioso, que o serviço municipal de energia da cidade austríaca de Amstetten recupera 'in loco': no sistema de esgoto.
O calor resultante das águas residuais ajuda a aquecer no inverno e resfriar no verão 4.000 metros quadrados de edifícios, permitindo uma economia considerável, além de representar um gesto de proteção ao meio ambiente.
Concretamente, foram instalados "trocadores de calor" ao longo de uma seção de 42 metros da tubulação de esgoto, onde a temperatura da água pode chegar aos 27 graus.
Os trocadores aquecem a água que passa pela tubulação adjacente à canalização e "absorvem" o calor. Em seguida, esta água aquecida passa por uma bomba de calor muito sofisticada, que, por sua vez, alimenta um sistema de aquecimento central.
"A água que bombeamos é limpa, não contém nenhuma matéria fecal, e a instalação no esgoto é auto-limpante", insistiu Robert Simmer, alto funcionário municipal de Amstetten.
Esta cidade da Baixa Áustria investiu 240.000 euros no sistema e espera obter o retorno do investimento em onze anos, um prazo que está na média dos investimentos realizados em energias renováveis, como a solar, por exemplo.
A eletricidade consumida pelas bombas de calor (equipamentos comparáveis aos usados em refrigeradores e congeladores) custa 6.500 euros ao ano. Mas segundo Simmer, a economia na conta da calefação da cidade permanece substancial.
A operação é especialmente eficaz graças à água procedente de uma fábrica de celulose, que torna o esgoto de Amstetten mais quente do que a média.
Mas até mesmo sem uma fábrica como esta por perto, o potencial continua sendo considerável, estima Florian Kretschmer, da Universidade de Ciências Naturais de Viena.
- Aquecer 5% dos edifícios -
"A vantagem desta tecnologia é que ela usa um recurso muito local, e as águas residuais são abundantes", explicou à AFP.
Este projeto não se limita a Amstetten, outros estão sendo realizados na Alemanha e, em menor escala, na Suíça.
Segundo um estudo da Universidade de Viena, de 3% a 5% dos edifícios austríacos poderiam ser aquecidos com a tecnologia usada em Amstetten. Os de grande porte, como estabelecimentos comerciais ou de escritórios, são os que melhor se adaptam ao sistema.
E para quem acha que os números são modestos, Florian Kretschmer responde que a única forma para que a Europa se desfaça, pouco a pouco, de sua dependência de energias fósseis é com uma combinação de energias limpas.
"Claro que não resolveremos os problemas energéticos do planeta só com esta fonte", explicou. "O que faz falta para o futuro é uma boa mistura entre as diferentes formas de se produzir energia, e o calor das águas residuais tem seu espaço".
O dispositivo usado em Amstetten poderia, em larga escala, ter o inconveniente de esfriar o esgoto, o que diminuiria a eficácia em usinas de tratamento de água residuais.
Por isso, a Universidade de Viena busca um sistema que permita extrair o calor diretamente na água limpa, ao final das estações de tratamento. Desta forma, esfriar a água antes de voltar aos rios teria, segundo Florian Kretschmer, um efeito positivo para o meio ambiente. Fonte: Yahoo Notícias

terça-feira, 24 de junho de 2014

Experimentos dão forma à 'partícula de Deus'

Funcionário anda de bicileta pelo túnel do CERN, em Meyrin, Suíça, em 19 de julho de 2013

Físicos anunciaram neste domingo ter aprendido mais sobre o bóson de Higgs, partícula subatômica que torna a existência de massa possível e por esta razão é apelidada de 'partícula de Deus', cuja descoberta revolucionária foi anunciada quase dois anos atrás.
Experimentos feitos no Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês) - o acelerador de partículas situado na fronteira franco-suíça, onde a descoberta foi feita - responderam a antigas questões sobre como o Higgs se comporta, afirmaram.
A teoria sobre a existência do bóson de Higgs foi levantada nos anos 1960. Ele seria a partícula subatômica que dá massa a outras partículas. Sem ele, não haveria massa.
Décadas de trabalho se seguiram para explorar a ideia até que, em 4 de julho de 2012, duas equipes concorrentes no LHC anunciaram ter descoberto de forma independente uma partícula consistente com o bóson de Higgs.
Mas outras pesquisas foram necessárias para dar corpo a esta descoberta e ver como ela se encaixava no Modelo Padrão, o quadro conceitual utilizado para explicar a matéria visível no universo.
Em estudo publicado na revista Nature Physics, uma das equipes do LHC anunciou que o bóson se comporta conforme o previsto e que não é como um "impostor que se parece com ele".
A análise da montanha de dados de colisões no LHC mostra que o bóson se decompõe em um grupo de subpartículas denominado férmions, em linha com a teoria do Modelo Padrão, destacou o estudo.
"É um avanço enorme", disse Markus Klute, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), que chefiou a pesquisa no Solenoide de Múon Compacto (CMS), um dos detectores de partículas construídos no LHC.
"Agora nós sabemos que partículas como os elétrons obtêm sua massa graças ao campo de Higgs, o que é muito empolgante", afirmou.
Descobrir o bóson de Higgs só foi possível com a construção do LHC, o maior laboratório do mundo, construído em um túnel de 27 quilômetros em forma de anel.
Um exército de físicos de todo o mundo analisou cuidadosamente os vestígios deixados por bilhões de colisões de prótons, em busca de uma assinatura indicativa de uma partícula fugaz.
A descoberta inicial situou a massa do bóson de Higgs entre 125 e 126 Gigaelétron-volts, uma unidade de medida padrão em nível subatômico.
Análises de dados posteriores destes experimentos também revelaram que o bóson não tem "spin" e decai rapidamente em pares de fótons (partículas de luz), os chamados bósons W ou Z.
"Agora, estabelecemos as principais características desta nova partícula", afirmou Klute em um comunicado publicado pelo MIT.
"Todas estas coisas são consistentes com o Modelo Padrão", acrescentou.
Experimentos no LHC estão suspensos momentaneamente, enquanto o colisor passa por uma modernização, mas os cientistas ainda vasculham montanhas de dados gerados de colisões antes do desligamento.
As operações devem ser retomadas em 2015, com um programa de três anos no qual os cientistas usarão colisões mais potentes para explorar fenômenos teóricos, como a "super-simetria", que pode vir a explicar a matéria escura, substância que compõe a maior parte do universo.
O bóson recebeu o nome de Peter Higgs, físico britânico coganhador do Nobel no ano passado, juntamente com o belga François Englert.
Outros físicos que deram grandes contribuições à teoria foram Robert Brout, também belga, falecido em 2011, e a equipe americana-britânica integrada por Dick Hagen, Gerald Guralnik e Tom Kibble.Fonte: Siga o Yahoo Notícias no Twitter e no Facebook 

domingo, 15 de junho de 2014

Cientistas questionam detecção dos primeiros ecos do Big Bang

Laboratório Dark Sector Lab (DSL), no Pólo Sul Geográfico, que abriga o telescópio BICEP2 é visto em imagem divulgada por Steffen Richter
O sensacional anúncio, feito por físicos americanos em março passado, da detecção de ondas gravitacionais produzidas pelo surgimento do universo, descrito como um enorme avanço na Física que confirmaria o Big Bang, foi seriamente questionado pelos cientistas.
Se for confirmada, esta primeira detecção das ondas primordiais, previstas na teoria da relatividade de Albert Einstein, atestaria a expansão extremamente rápida e violenta do universo na primeira fração de segundo de sua existência, há 13,8 bilhões de anos, uma fase denominada "inflação cósmica".
O anúncio foi fruto de observações do fundo cósmico de micro-ondas, uma fraca radiação remanescente do Big Bang, feitas com o telescópio BICEP2, no Polo Sul.
"A detecção deste sinal é um dos objetivos mais importantes da cosmologia atualmente e é o resultado de um enorme trabalho realizado por muitos cientistas", afirmou, na época, John Kovac, do Centro de Astrofísica (CfA), da Universidade de Harvard e do Instituto Smithsonian, chefe da equipe BICEP2 (Background Imaging of Cosmic Extragalactic Polarization), que reivindica essa descoberta.
Várias equipes internacionais de astrofísicos competem neste projeto.
Ao se deslocar, as ondas gravitacionais comprimem o espaço, o que produz um sinal muito característico no fundo cósmico de micro-ondas. Assim como as ondas luminosas, elas se polarizam, uma propriedade que descreve a orientação de suas oscilações.
O ceticismo sobre a validade dos resultados do trabalho da equipe BICEP2 circulou recentemente em blogs de Física e revistas científicas americanas, como Science e New Scientist.
Em 4 de junho, Paul Steinhardt, diretor do Centro de Física Teórica da Universidade de Princeton, enviou um comunicado à respeitada revista científica britânica Nature, no qual dizia que a equipe da Universidade de Harvard havia cometido um erro infeliz em seus cálculos.
"Sérios erros na análise (nr: de dados) foram atualizados e se traduzem em uma falta de detecção" das ondas gravitacionais, alegou o astrofísico, citando uma análise independente dos resultados da equipe BICEP2.
- "Deveriam ter sido mais prudentes" -
Essa análise foi feita por David Spergel, um físico também de Princeton.
Segundo ele, não se pode saber se os raios de luz detectados pelo telescópio BICEP2 provêm especificamente dos primeiros momentos do universo.
"Acredito que não podemos saber com certeza se as emissões de luz polarizada que eles detectaram provêm da poeira cósmica na Via Láctea ou da alvorada do universo", relatou à AFP.
"Sabemos que a poeira cósmica emite radiações de luz polarizada observáveis do céu e (...) a característica das emissões que viram se encontram tanto na radiação da poeira cósmica, quanto nas ondas gravitacionais primordiais", acrescentou.
O astrofísico explicou que é impossível para os pesquisadores fazer a distinção, visto que suas medições foram feitas em uma única frequência de radiação luminosa.
Esta questão será elucidada "provavelmente" no próximo outono, quando a equipe adversária que trabalha com o telescópio espacial Planck, da Agência Espacial Europeia (ESA), publicar seus resultados, avaliou Spergel.
O telescópio observa grande parte do céu, contra apenas 2% abarcados pelo BICEP2, e realiza suas observações em seis frequências, o que permite determinar a fonte das emissões de luz polarizada, explicou.
Por enquanto, a equipe BICEP2 "deveria revisar" suas declarações iniciais, disse.
"Em virtude da importância desse resultado, acho que deveriam ter sido mais prudentes ao fazer um anúncio tão espetacular", avaliou.
Ele acrescentou que, ao contrário do que costuma acontecer, nenhum cientista de fora da pesquisa pôde verificar os resultados antes que a equipe os publicasse.
Procurado pela AFP durante vários dias, o físico John Kovac de Harvard, encarregado da equipe BICEP2, não respondeu.
Outro dos principais integrantes da equipe, Jamie Bock, um astrofísico do California Institute of Technology, se negou por meio de um porta-voz da universidade a conceder entrevista à imprensa "nesta etapa"  Fonte: Siga o Yahoo Notícias no Twitter e no Facebook 

sábado, 7 de junho de 2014

Programa de exploração espacial tripulado da Nasa estaria fadado ao fracasso

Vista do Centro Espacial Kennedy, na Flórida
Um relatório da Academia Americana de Ciências ataca o programa de exploração espacial tripulado da Nasa, que considera fadado ao fracasso, e alerta para a perda da hegemonia dos Estados Unidos no espaço, recomendando um retorno dos americanos à Lua antes de se lançarem à conquista de Marte.
"A atual abordagem da Nasa, que desenvolve um sistema de lançamento e uma nave para voar além da órbita terrestre, enquanto mantém a exploração quase sozinha da Estação Espacial Internacional (ISS) até meados dos anos 2020, tudo com um orçamento não coberto pela inflação, é um convite ao fracasso e às desilusões", escreveram os autores deste documento de 286 páginas, produzido pelo Conselho Nacional de Pesquisas dos Estados Unidos.
A agência espacial americana não divulga datas, mas sua principal ambição é enviar astronautas para capturar um asteroide antes de viajar para Marte.
Além disso, segundo este comitê de especialistas independentes, esta situação "também pode desaparecer a percepção internacional de longo prazo segundo a qual os Estados Unidos são a nação dominante no espaço".
"Os Estados Unidos lideram a exploração humana do espaço há mais de 50 anos e nossas atividades na órbita da Terra com nossos parceiros levaram, por fim, à conclusão da ISS", destacou Jonathan Lunine, diretor do Centro de Pesquisas Espaciais da Universidade de Cornell e co-presidente do comitê que redigiu o informe.
"Enquanto nação, nós devemos decidir agora como vamos nos comportar na exploração espacial tripulada para além da órbita terrestre de uma forma duradoura", afirmou.
"Entre o pequeno número de destinos possíveis, como uma volta à Lua, a mais distante e difícil é levar homens a Marte, o que deve ser, consequentemente, nosso objetivo fim. Todos os programas espaciais dos nossos parceiros potenciais se orientam para este objetivo", destacou o cientista.
Mas, segundo o informe, fazer avançar a exploração humana no espaço longínquo demandará décadas e centenas de bilhões de dólares.
- Cooperação com a China -
Ainda que os autores não tenham feito recomendações orçamentárias específicas, eles estimam que não há qualquer possibilidade de viajar para Marte com o orçamento americano atual.
"Nosso comitê concluiu que todo programa de exploração tripulado exigirá não apenas um orçamento adequado, mas também um apoio das autoridades do país", explicou Mitchell Daniels, presidente da Universidade Purdue e co-presidente do comitê de especialistas, em uma crítica ao presidente Barack Obama e ao Congresso.
"Um compromisso tal não pode mudar de direção a cada eleição porque nossos dirigentes são essenciais para a implantação de investimentos duradouros do país nos voos espaciais tripulados", avaliou.
O relatório estima que o sucesso de um programa como este demanda um consenso nacional sobre o objetivo, além de cooperação internacional, inclusive com a China, embora seja considerada por Washington como rival.
Os autores anteciparam três abordagens potenciais para chegar a Marte, sendo que duas delas preveem um retorno prévio dos americanos à Lua.
Para eles, voltar ao solo lunar favorecerá a cooperação internacional, em vista do interesse que este destino suscita em outras nações. Além disso, isto permitiria desenvolver as tecnologias de aterrissagem e os módulos de habitação úteis para as futuras missões marcianas.
O governo Obama também aprovou uma missão a um asteroide antes de viajar a Marte. O presidente deixou de lado a ideia de uma volta à Lua em 2010, considerada cara demais, mas que estava no programa de conquista do planeta vermelho de seu antecessor, George W. Bush.
Para os especialistas, capturar um asteroide demandará muitas tecnologias sem utilidade para a missão a Marte.
Em reação a este relatório, a Nasa assegurou "já ter feito importantes avanços para ir a Marte e que continuará nesta direção".
"Este relatório é, provavelmente, o mais franco quanto ao fato de que nós não temos um objetivo claramente anunciado em nosso programa de exploração espacial tripulado", admitiu, em declarações à AFP John Logsdon, ex-diretor do Instituto de Política Espacial de Washington. "Eu não acho que este informe mude o que quer que seja", lamentou. Fonte: Yahoo Notícias

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Revolução da tecnologia 'usável' promete uma vida mais saudável

A empresa taiwanesa AiQ exibe traje de ciclista de lycra feito com fibras de aço inoxidável no tecido e eletrodos nas mangas, na feira Computex, em Taipé, 4 de junho de 2014
A nova geração de tecnologia "usável" não só oferece aos usuários uma infinidade de possibilidades, como tomar o pulso ou a pressão, mas que evita que os motoristas durmam ao volante ou que os corredores se machuquem, avisando-lhes que estão chegando ao limite.
Mas alguns mostram suas reservas sobre a exatidão dos dados pessoais compilados por uma variedade de pulseiras, relógios e roupa inteligentes e sobre como as empresas poderiam usar esta informação.
A tecnologia "wearable" (para vestir) é um segmento em pleno auge nesta edição da Computex, a maior feira de tecnologia da Ásia, inaugurada esta terça-feira em Taiwan, focada nesta ocasião na compilação de dados de saúde.
"Os sensores e dados de saúde e de fitness são fundamentais para os 'wearables' e definem amplamente este segmento", informou Daniel Matte da consultora Canalys.
A empresa de análise de mercado IDC previu em abril que as vendas de objetos de tecnologia "wearable" triplicariam este ano até os 19 milhões de unidades no mundo, e alcançará 111,9 milhões em 2018.
A empresa taiwanesa AiQ mostrou esta semana, em seu estande na Computex, um manequim vestindo um traje de ciclista de lycra.
Fibras de aço inoxidável no tecido e eletrodos nas mangas registram as pulsações e outros sinais vitais, assim como as calorias queimadas, e envia os dados para um chip com tecnologia sem-fio bluetooth, que pode transmitir a informação a um telefone, tablet ou smartphone.
A tecnologia chamará a atenção dos esportistas, mas por enquanto será usada por motoristas de ônibus de Taiwan, aos quais as empresas darão este ano camisetas inteligentes para evitar acidentes.
"Teremos camisetas capazes de monitorar os motoristas caso adormeçam, ou caso qualquer sinal vital indique que não se sente bem, e avisará a empresa de ônibus", afirmou o vice-presidente da AiQ, Steve Huang.
O dispositivo já foi estado durante um ano em pacientes de um hospital que receberam alta para monitorar seu estado de saúde e seus usuários se mostraram satisfeitos, acrescentou.
Mas os analistas e os consumidores mantêm reservas sobre se a roupa inteligente realmente pode interpretar corretamente os dados dos nossos corpos.
"Os sensores atuais não são muito precisos, mas haverá melhorias", disse Matte.
- Preocupação com a privacidade -
A Samsung também apresentou, na semana passada, uma plataforma digital de tecnologia de saúde que usa sensores para monitorar dados corporais, como o pulso ou a pressão arterial.
A Apple, outra gigante do setor, também lançou seu aplicativo "Health" esta semana.
A taiwanesa Acer, por sua vez, apresentou seu primeiro "gadget" usável na Computex: uma pulseira inteligente conectada a um celular inteligente.
Mas enquanto as empresas de tecnologia embarcam no trem da modernização da saúde, cresce a preocupação sobre a gestão do enorme fluxo de informação gerida por estes novos aparelhos.
"Há uma oportunidade maciça de analisar e monitorar grandes quantidades de dados que serão gerados pelas plataformas e os sensores dos 'wearable'. A privacidade sempre é uma preocupação", disse Matte.
As empresas também insistem nos benefícios potenciais da análise para ajudá-los a interpretar as informações e a possibilidade de fazer contato com especialistas qualificados.
"Também vamos colaborar com alguma (instituição) médica, como hospitais, para melhorar este tipo de produto e fazer algo que realmente ajude as pessoas, temos falado disto no Sonostar", disse Paula Luh no estande da empresa taiwanesa.
A Sonostrar apresenta uma nova pulseira, a SmartFit, com sensor e bateria pensados para ser usados todo o dia, e que registra desde os passos do usuário até seu padrão de sono. Fonte: Yahoo notícias